Discretamente, o deputado estadual Júlio Garcia (PSD) reassumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa. O pessedista foi afastado do cargo em 20 de janeiro, ainda durante o recesso parlamentar, pela juíza federal substituta Janaína Cassol. Desde então, ele travou uma batalha jurídica e política para retomar o cargo – o que aconteceu, na prática, nesta terça-feira.

Júlio Garcia não fez discurso, mas seu retorno foi saudado em plenário pela colega Ada de Luca (MDB).

– Seu retorno torna o plenário mais brilhante e qualificado – disse a emedebista.

Júlio Garcia é um dos principais alvos da Operação Alcatraz, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de corrupção a partir da Secretaria de Administração entre 2010 e 2018 – época em que ele foi conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Na deflagração da segunda fase da operação, Janaína Cassol determinou sua prisão preventiva e afastamento do cargo. As decisões foram revertidas em plenário ainda em janeiro, mas a magistrada não aceitou a autoridade da Alesc para devolver o mandato parlamentar ao deputado – o que fez o caso ir parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Edson Fachin deu razão à Alesc, mas entendeu que deveria haver nova votação, já que foram duas decisões de Janaína Cassol pelo afastamento. Em 20 de abril, a Alesc aprovou com 31 dos 40 votos a devolução do mandato a Júlio Garcia, que só não reassumiu o mandato imediatamente porque precisava esperar o fim da licença que possilitou a posse do suplente Jean Kuhlmann, encerrada semana passada.


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Nesta terça-feira, Júlio Garcia (PSD) voltou ao plenário da Assembleia Legislativa após quatro meses de afastamento. Foto: Rodolfo Espíndola, Agência AL