O senador Jorginho Mello (PL) terá o apoio de Jair Bolsonaro (ainda sem partido) na disputa para o governo do Estado em 2022, mas pode ter que compartilhar o presidente com outros candidatos. O cenário foi exposto pelo próprio senador em entrevista ao quadro Plenário, na Rádio Som Maior, quando avaliou a importância da vinculação das candidaturas para seu projeto nas eleições do ano que vem. Aos jornalistas Upiara Boschi e Adelor Lessa, Jorginho disse que o apoio de Bolsonaro será o diferencial.

– O casamento do apoio que eu tenho dado ao governo federal e o apoio que ele vai me dar em Santa Catarina, isso vai ser o diferencial. Não tenho dúvida de que vamos ter sucesso – disse o senador.

Sobre a possibilidade de outras candidaturas ao governo com apelo junto a Bolsonaro ou sua base, como o senador Esperidião Amin (Progressistas), o prefeito chapecoense João Rodrigues (PSD) e o prefeito Antídio Lunelli (MDB), de Jaraguá do Sul, Jorginho afirmou que tem ouvido do presidente que será seu candidato a governador, mas admitiu que pode ter que repartir esse apoio.

– Uma que o presidente não é apaixonado pelas eleições de governador. Ele tem reiterado que o desejo dele é ter uma bancada maior de deputados federais e senadores. O desejo dele é alavancar em cada Estado um time de deputados federais e senadores para alavancar o próximo governo. Pela lealdade que eu tenho com ele, reiterou de público muitas vezes e falou nos meus olhos que sou o candidato dele em Santa Catarina, como o Onyx Lorenzoni (DEM) é no Rio Grande do Sul e o Ratinho Junior (PSD) é no Paraná. Agora, eu faço política, mas não sou ciumento. Não tenho dificuldade nenhuma de que o presidente olhe para outras candidaturas. Quem vai escolher é o povo de Santa Catarina.

Jorginho também comentou o recente encontro com o deputado estadual Kennedy Nunes, que está prestes a assumir o PTB em Santa Catarina e deseja ser candidato a senador na chapa bolsonarista. Ele elogiou o joinvilense, mas disse que a construção da chapa para 2022 ainda está em construção e não fechou a porta para adesão de partidos tradicionais em Santa Catarina.

– Ele tem quatro mandatos de deputado estadual, é de uma região importante que é o Norte do Estado, e é um político arrojado. Ele veio ao meu encontro para que a gente possa caminhar junto. Não tem projeto pronto, a gente está construindo. Eu só não vou estar aliado com partidos de esquerda, os outros que quiserem somar para fazer um grande projeto para Santa Catarina eu não tenho dificuldade nenhuma. Tenho conversado com todas as lideranças, seja do MDB, do PP, do PSD, do PSC, com o Podemos. O PSL já tem um entendimento acertado com o deputado federal Fábio Schiochet para que a gente possa caminhar juntos. Estou construindo uma aliança que tenha princípios, não de números de partidos.


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Jorginho Mello aposta na aliança com Jair Bolsonaro para fortalecer candidatura a governador em 2022. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado.